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Fórum feminista: reconstrução deve ter participação de haitianos(as).
Karol Assunção*
Seis meses depois do terremoto que destruiu parte do Haiti, a nação tenta, aos poucos, reergue-se. A tarefa, no entanto, não é fácil e ainda está longe de ser concluída. Falta de iluminação nos acampamentos, universidades sem funcionamento, violações de mulheres e crianças e a ameaças de epidemias são apenas algumas situações enfrentadas por haitianos e haitianas nos dias de hoje.
A realidade do Haiti foi um dos destaques do Fórum de Organizações Feministas para a Articulação do Movimento de Mulheres Latino-Americanas e Caribenhas, concluído ontem (12), em Brasília, no Brasil. A ideia foi aproveitar a reunião de várias organizações feministas da região para refletir sobre a situação política, econômica e cultural do país, além de lembrar as líderes vítimas do sismo.
De acordo com Lisie Marie, coordenadora nacional da rede Solidariedade com as Mulheres Haitianas (Sofa, por sua sigla em francês), as discussões durante o Fórum concentram-se principalmente na solidariedade dos países latino-americanos e caribenhos com o Haiti, com foco na construção de um novo plano de reconstrução do país.
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