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Assembleia Popular no Tocantins define realização de campanha contra os grandes projetos e em defesa do Cerrado
Os participantes definiram ainda algumas ações: a criação de uma secretaria operativa da Assembleia Popular no Estado; a realização de uma campanha contra os grandes projetos e em defesa do Cerrado e a organização de assembleias populares locais e regionais. A secretaria operativa da Assembleia Popular foi composta pelo Movimento Estadual de Direitos Humanos (MEDH), Associação em Defesa do Cidadão Tocantinense (ADC/TO), Casa da Mulher 8 de Março, Rede de Educação Cidadã (RECID) e o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST). O encaminhamento é que este coletivo faça uma reunião ainda em maio para elaborar um planejamento. Um membro de cada organização da secretaria representará o Tocantins na Assembleia Popular Nacional. O evento iniciou no sábado, 1, no Colégio de Tempo Integral do Setor Santa Bárbara, em Palmas (TO), e teve como tema “Tocantins que queremos: Livre dos Grandes Projetos e pelos Direitos Sociais”. Propostas elaboradas na Assembleia Popular/Tocantins: - Fortalecimento das redes de movimentos sociais, para fortalecimento das lutas comuns; - Oferecer formação para os militantes; - Retomar e fortalecer o Fórum de Lutas; - Trazer um curso da Via Campesina para o Estado; - Realizar trabalhos de formação sobre o projeto popular e sobre a Assembleia Popular. - Criação da secretaria operativa da Assembleia Popular no Estado do Tocantins; - Realizar e articular as assembleias populares locais em todo o Estado. - Sejam pensadas ações com as famílias do assentamento. - Audiências públicas locais para debater os grandes projetos e em defesa do Cerrado; - Fixação das (os) trabalhadoras(es) no campo; - Fortalecimento da agricultura familiar e da agroecologia; - Oferecimento de cursos profissionalizantes para os jovens camponeses, buscando mantê-los no campo; - Criação de agroindústrias; - Desburocratização do campo diante do pequeno produtor; - Às margens da Ferrovia Norte-Sul sejam feito assentamentos; - Dobre o número de assentamentos no Estado do Tocantins e que todos eles sejam irrigados; - Todos os assentamentos tenham centros de saúde e de educação infantil. É direito das crianças terem escolas próximas à sua casa; - Desenvolvimento de pesquisas sobre o tráfico de crianças e adolescentes e sua exploração sexual no Brasil e no Tocantins; - Fomentar que os responsáveis públicos assumam o debate da sexualidade na infância e juventude dentro das escolas; - Realizar um encontro de jovens urbanos e camponeses; - Fortalecer ações de formação para a juventude, como o Projeto Saberes da Terra; - Buscar que sejam oferecidos meios de lazer para a juventude; - Criar um acampamento da juventude camponesa e movimentos sociais/entidades e fazer o debate do projeto popular para o Brasil; - Os professores que conheçam a realidade dos assentamentos e que tenha educação sobre sexualidade nos assentamentos; - Os agentes de saúde falem sobre sexualidade; - Organizar novos movimentos para áreas específicas. Como, por exemplo, movimento pela educação no campo. Unificar o debate de educação em torno da educação popular; - Que a Assembleia Popular seja permanente; - Criar um movimento em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS); - Mais empregos para as mulheres; - Apoiar o Sistema Único de Seguridade Social; - Criar uma central das classes trabalhadoras; - Participar do plebiscito sobre o Limite da Terra; - Fazer debate e efetivar o movimento em defesa do cerrado e da serra tocantinense; - Valorizar e apoiar o protagonismo juvenil; - Entrar uma rede de enfrentamento a exploração sexual de adolescentes e jovens; - Trabalhar mais o tema da exploração sexual na zona rural; - Fazer oficinas na região de Estreito e outros locais onde acontecem os problemas de exploração sexual. Montar acampamento em Estreito para discutir a exploração sexual e os direitos da mulher; - Que os movimentos e entidades incluam o debate da Assembleia Popular nas suas atividades; - Que a assistência social dos municípios seja convidada para participar das atividades da Assembleia Popular; - Fazer acampamentos de jovens para que também consigam terra; - Discutir com os jovens o que é a Assembleia Popular; - Assistência médica permanente nos municípios de pequeno porte; - Discutir a sustentabilidade econômica dos assentamentos.
Fonte: www.informacaosocial.com |
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A Assembleia Popular Estadual terminou no final da manhã de domingo, 2, com um debate sobre os temas discutidos no dia anterior: Assembleia Popular; Direitos Humanos, Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais (DHESCAs); crise econômica e grandes projetos; e a exploração do trabalho. As discussões foram realizadas em quatro grupos e as propostas elaboradas, apresentas na plenária final do evento. Essas propostas serão encaminhadas em forma de carta para a Assembléia Popular Nacional, que acontecerá do dia 25 a 28, em Brasília.

