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Assembleia Popular no Tocantins define realização de campanha contra os grandes projetos e em defesa do Cerrado

 

ap tocantinsA Assembleia Popular Estadual terminou no final da manhã de domingo, 2, com um debate sobre os temas discutidos no dia anterior: Assembleia Popular; Direitos Humanos, Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais (DHESCAs); crise econômica e grandes projetos; e a exploração do trabalho. As discussões foram realizadas em quatro grupos e as propostas elaboradas, apresentas na plenária final do evento. Essas propostas serão encaminhadas em forma de carta para a Assembléia Popular Nacional, que acontecerá do dia 25 a 28, em Brasília.

 

Os participantes definiram ainda algumas ações: a criação de uma secretaria operativa da Assembleia Popular no Estado; a realização de uma campanha contra os grandes projetos e em defesa do Cerrado e a organização de assembleias populares locais e regionais.

A secretaria operativa da Assembleia Popular foi composta pelo Movimento Estadual de Direitos Humanos (MEDH), Associação em Defesa do Cidadão Tocantinense (ADC/TO), Casa da Mulher 8 de Março, Rede de Educação Cidadã (RECID) e o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST). O encaminhamento é que este coletivo faça uma reunião ainda em maio para elaborar um planejamento. Um membro de cada organização da secretaria representará o Tocantins na Assembleia Popular Nacional.

O evento iniciou no sábado, 1, no Colégio de Tempo Integral do Setor Santa Bárbara, em Palmas (TO), e teve como tema “Tocantins que queremos: Livre dos Grandes Projetos e pelos Direitos Sociais”.

Propostas elaboradas na Assembleia Popular/Tocantins:

- Fortalecimento das redes de movimentos sociais, para fortalecimento das lutas comuns;

- Oferecer formação para os militantes;

- Retomar e fortalecer o Fórum de Lutas;

- Trazer um curso da Via Campesina para o Estado;

- Realizar trabalhos de formação sobre o projeto popular e sobre a Assembleia Popular.

- Criação da secretaria operativa da Assembleia Popular no Estado do Tocantins;

- Realizar e articular as assembleias populares locais em todo o Estado.

- Sejam pensadas ações com as famílias do assentamento.

- Audiências públicas locais para debater os grandes projetos e em defesa do Cerrado;

- Fixação das (os) trabalhadoras(es) no campo;

- Fortalecimento da agricultura familiar e da agroecologia;

- Oferecimento de cursos profissionalizantes para os jovens camponeses, buscando mantê-los no campo;

- Criação de agroindústrias;

- Desburocratização do campo diante do pequeno produtor;

- Às margens da Ferrovia Norte-Sul sejam feito assentamentos;

- Dobre o número de assentamentos no Estado do Tocantins e que todos eles sejam irrigados;

- Todos os assentamentos tenham centros de saúde e de educação infantil. É direito das crianças terem escolas próximas à sua casa;

- Desenvolvimento de pesquisas sobre o tráfico de crianças e adolescentes e sua exploração sexual no Brasil e no Tocantins;

- Fomentar que os responsáveis públicos assumam o debate da sexualidade na infância e juventude dentro das escolas;

- Realizar um encontro de jovens urbanos e camponeses;

- Fortalecer ações de formação para a juventude, como o Projeto Saberes da Terra;

- Buscar que sejam oferecidos meios de lazer para a juventude;

- Criar um acampamento da juventude camponesa e movimentos sociais/entidades e fazer o debate do projeto popular para o Brasil;

- Os professores que conheçam a realidade dos assentamentos e que tenha educação sobre sexualidade nos assentamentos;

- Os agentes de saúde falem sobre sexualidade;

- Organizar novos movimentos para áreas específicas. Como, por exemplo, movimento pela educação no campo. Unificar o debate de educação em torno da educação popular;

- Que a Assembleia Popular seja permanente;

- Criar um movimento em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS);

- Mais empregos para as mulheres;

- Apoiar o Sistema Único de Seguridade Social;

- Criar uma central das classes trabalhadoras;

- Participar do plebiscito sobre o Limite da Terra;

- Fazer debate e efetivar o movimento em defesa do cerrado e da serra tocantinense;

- Valorizar e apoiar o protagonismo juvenil;

- Entrar uma rede de enfrentamento a exploração sexual de adolescentes e jovens;

- Trabalhar mais o tema da exploração sexual na zona rural;

- Fazer oficinas na região de Estreito e outros locais onde acontecem os problemas de exploração sexual. Montar acampamento em Estreito para discutir a exploração sexual e os direitos da mulher;

- Que os movimentos e entidades incluam o debate da Assembleia Popular nas suas atividades;

- Que a assistência social dos municípios seja convidada para participar das atividades da Assembleia Popular;

- Fazer acampamentos de jovens para que também consigam terra;

- Discutir com os jovens o que é a Assembleia Popular;

- Assistência médica permanente nos municípios de pequeno porte;

- Discutir a sustentabilidade econômica dos assentamentos.

 

Fonte: www.informacaosocial.com 

 

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