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Assembléia Popular faz manifestação em João Pessoa, na Paraíba 216 municípios na Paraíba poderão ter suas contas de energia reajustadas em 7,57% Nessa terça-feira 23 de agosto, movimentos sociais do campo e da cidade mobilizam mais de mil pessoas na capital paraibana, João Pessoa. Somam-se à Via campesina e Assembléia Popular, diversos sindicatos, ONG´s, estudantes e entidades religiosas.216 municípios na Paraíba poderão ter suas contas de energia reajustadas em 7,57% Nessa terça-feira 23 de agosto, movimentos sociais do campo e da cidade mobilizam mais de mil pessoas na capital paraibana, João Pessoa. Somam-se à Via campesina e Assembléia Popular, diversos sindicatos, ONG´s, estudantes e entidades religiosas, que estão concentrados em frente ao INCRA para cobrar assentamento para as famílias sem terra e atingidas pela barragem de Acauã. Os manifestantes também estão se manifestando para evitar o aumento nas contas de energia imposto pela Energisa, a distribuidora de energia do estado. O aumento esse ano será de 7,57%, caso seja aprovado pela Agencia Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A Paraíba passará a ter a 4ª tarifa mais cara do Nordeste, perdendo apenas para os estados do Maranhão, Ceará e Bahia, respectivamente. Segundo Gleyson Ricardo, integrante da Assembléia Popular, “o presidente da Energisa, Marcelo Rocha, aparece não viver na Paraíba, pois o aumento 6,92 % é acima da inflação dos últimos 12 meses e não está preocupado com a população dos 216 municípios atingidos com o aumento, estando interessado apenas com os acionistas que levaram 92 milhões reais no rodo só esse ano”. A proposta ainda de acordo com o manifestante é solicitar uma auditoria ao Tribunal de Contas da União de modo similar ao que foi realizado na CELPE, em Pernambuco, o que acabou revelando um cobrança indevida nas as contas de energia de todo o país, podendo chegar até 12 bilhões. Para Dráuzio Macêdo, vice-presidente do Sindeletric, Sindicato dos eletricitários da Paraíba, os parlamentares, em todas as esferas, os movimentos sociais e o povo em geral deve se manifestar contra esse absurdo. Em 2010 a Energisa completou 10 anos de instalação no estado da Paraíba, após a privatização da antiga Saelpa. Durante esses anos a empresa acumulou lucro líquido de 664 milhões, duas vezes o valor da venda da SAELPA que na época foi arrematada por aproximadamente 360 milhões. A receita operacional bruta da empresa saiu de 382 milhões (antes da privatização) para 1.183 bilhão. As mobilizações na Paraíba fazem parte da jornada nacional de lutas da Via Campesina e da Assembléia Popular, que desde o dia 22/08 montaram acampamento em Brasília com o intuito de chamar a atenção da sociedade e dos governos sobre questões como: a contaminação dos alimentos pelo uso de agrotóxicos, a reforma agrária, a posição contrária às mudanças no código florestal, e a garantia de tarifas públicas acessíveis como água e energia. Contatos: (83) 4141.3488 |
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