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A formação como instrumento para fortalecer a organização da AP
Nos últimos dias 9 e 10 de maio realizou-se o Encontro Nacional de Formação da Assembléia Popular (AP), em São Paulo, com a participação de diversos estados e organizações nacionais. A iniciativa de avançar no processo de formação da AP foi uma das definições da 2ª Assembléia Popular Nacional, que aconteceu em maio de 2010, em Luziânia (GO).
Com essa frente da Assembléia Popular, serão realizados encontros estaduais com o objetivo de fortalecer o processo de organização da AP nos estados, apropriar-se do conteúdo da cartilha "Projeto Popular para o Brasil" e fortalecer a organização do trabalho de base, da formação e das lutas para o próximo período. Uma das propostas é que aconteça uma jornada de mobilizações que inicie na segunda quinzena de agosto e encerre com o Grito dos Excluídos, no dia 7 de setembro.
Para os/as participantes que estiveram no encontro, a formação deve ser concebida como um processo permanente de construção de seres humanos, políticos, sociais e culturais. Ela deve acontecer em vários espaços e momentos: nas lutas, nas reuniões, assembléias, na expressão da mística e momentos culturais, nos encontros, nas marchas, nas articulações e nos cursos.
“A organicidade e a luta são processos privilegiados de formação e avanço da consciência de nosso povo, pois estes espaços proporcionam uma ação concreta, colocam as pessoas em confronto com a realidade e as contradições da sociedade capitalista. Neste sentido, entendemos que participar da AP já é um processo formativo. Porém, faz-se necessário também proporcionarmos espaços específicos, intencionalizados e sistemáticos para reflexão, debate e estudo da realidade e das contradições existentes”, afirmou uma das lideranças presentes. |